sexta-feira, 1 de outubro de 2010

AQUELE ABRAÇO!

Abraço é engraçado. Lembro sempre mais dos abraços que dos beijos. Beijo é pequeno e abraço é gigante. É corpo todo, é um mundo inteiro que se abre e se encontra. Lembrança... saudade... cabeça no ombro, pé no pé, os braços selados por detrás dos corpos e respiração de "te achei". Sem lá fora, sem mundo todo, sem mais quem passe na porta, sem mãe, sem pai, sem outros alguéns - só aquele abraço. E eu te amo ao pé do ouvido.
Estou sentindo a falta do abraço e parece que vou sentir sempre esta falta, ainda que o tenha todos os dias [um dia]. Abraço mata e dá sede de mais abraço. Engraçado que sentindo sede e soltando água; vai entender a saudade!
Como é que alguém pode, meu Deus, viver tanto tempo sem abraçar? Não estou falando daquela coisa social de cumprimento vão. Não. Eu estou falando do enlace de alma e de um querer tão intenso que faz o coração correr a gargalhadas. A mão esfria, o sorriso fica nervoso e dançam os olhos [nos olhos]. Momento cri-cri-cri porque não se precisa das palavras e nem se sabe o que dizer e sabendo não há necessidade. Abraço rouba tudo: ar, segredos, medos, dúvidas, certezas.
E num dia destes receberei aquele abraço certeiro que transforma meio num inteiro, que transmuta rio em mar. E é aí que mora a graça do abraço: são dois corpos em direções opostas, mas almas que vão para o mesmo lugar. 

2 comentários:

Marcelo disse...

É algo que não podemos negar: O abraço transmite "n" informações.

Indescritível, embora você tenha descrito muito bem! rsrs

Um grande e forte abraço! rs
Marcelo

Roberto Andrade disse...

Sâmia,


Que abraço! Mas vou falar do beijo.
O beijo pode ser abraço: se dado com o corpo todo. Sim, é possível beijar com o corpo todo. Os lábios se alargam e o beijo é todo sentidos: tato, olfato, paladar, audição, visão.
Um beijo assim, como os seu abraço, pode trazer o mar, o vento, as árvores e as borboletas de todas as cores.

Beijo largo.

Roberto.