segunda-feira, 18 de julho de 2011

PROFECIAS

Desacato a desesperança e ouso acreditar que haverá mais tempo onde o Amor seja a planta que dará todos os frutos. Dele comerão todos os sábios seculares e descobrirão os cientistas o que falta na Ciência.
Eu sei que hoje é um tempo onde a aparência nos engana, mas é dela que vivem muitos. Ainda assim, creio no fato de que a felicidade é ímã forte, que logo põe no prumo os rumos incertos, e todas as forças se equilibrarão na Verdade - aquela que libertará.
O povo se afoga em hecatombes, doenças de todos os nomes, criancinhas morrem de fome; mesmo assim eu acredito que há um exército de bons seres humanos lutando no escuro do medo, contra toda a injustiça do desequilíbrio da riqueza e logo veremos as mesas transbordar de piedade e faremos da caridade o pão de nosso tempo. Não tardará a vitória dos que amam sem fronteiras, dos que têm como bandeira o Amor Universal.
Recuso-me a dar força a uma energia desagregária que põe no centro das importâncias o que perece num segundo: carro, luxo, poder, dinheiro - nenhuma energia do mundo alimenta mais que o Amor. Pode-se ter tudo e ter mais ainda e acredito que por isso falte a quem nada pode, nada tem.
Nossa acumulação desmedida produz obesos e guerras, queremos consumir tudo, engordar do excesso e acabar num câncer de egoísmo, onde não existem iguais, mas um tumor que mata o que lhe alimenta de sangue.
Não é possível que o mundo suporte mais desditas, que o ser humano não clame por ar puro, que o cansaço não vença o orgulho e que continuemos a por nosso tempo na marcha para a morte. E é por isso que acredito e nunca deixarei de dar crença que a razão de nossa existência é para aprendermos a amar - não tarda no horizonte o amanhecer desse tempo e eu já o vejo em meu coração. 

4 comentários:

Luiza Guimarães disse...

Um dos textos mais lindos que já li! Tem vários de sua autoria na minha lista.

Nєfєя disse...

Tão mais arrebatador do que é me seria se eu acreditasse no ser humano... E com o pessimismo, Mami Sam, o que faremos, o que faremos se as vezes é ele que nos basta?

O que faremos?

(Isso dá texto, hein?)

Sâmia disse...

Eu penso, minha querida, que "é melhor ser um otimista que se enganou que um pessimista com razão". rrsrsrs

O ser humano foi feito para evitar a dor nos menores gestos. E a humanidade vem evitando-a desde priscas eras: hoje não achamos banal matar alguém na fogueira por acusação de bruxaria [se fosse banal, eu, você e mais meia dúzia de pessoas que conheço estaria, literalmente, frita].

Enfim... fé é construção, né? rs A gente consegue!!!
Um beijo,

Sam.

Mariana Araújo disse...

Como sempre, escreveu muito bem.