sexta-feira, 19 de junho de 2009

VOCÊ É "TUDO"?






Por mais que não pareçamos certos, que sejamos tortos aos olhos da estética padrão é bom reconhecermos nós mesmos espelhados em algo que consideramos bom. Vão olhar e dizer: "deveria ser assim, ser assado, ser do jeito que fulano de tal falou, fez, mostrou", mas assim, assado e fulano de tal não é você. Você é justamente, o conjunto de coisas que lhe faz diferente de tudo. Pode ser que achem uma "sequência genética" da alma parecida com a sua, mas jamais encontrarão por aí "gêmeas de espírito" [quero deixar, logo, bem claro que acho uma balela esta história de alma gêmea. Suponhamos que as almas sejam parecidas, para mim elas são, no máximo, sócias]. Ser único e dizer isso nas menores coisas é assumir para si mesmo cada um dos seus limites [que são, na verdade, auto-impostos], é saber que o pé que Deus lhe deu só vai até 30 Km, mais do que isso é o pé do vizinho e não o seu.


E vamos combinar: ser você mesmo não é entrar numa onda de "forçação de barra" alternativa e usar "All star", "Rayban" e bermuda xadrez, com cabelo black power. Essa tendência "alternete" me dá nos nervos, porque no fim, olha todo mundo igual outra vez! E as franjas? Aquelas que vêm com o partido do lado da orelha, assimétricas e caindo por cima de um dos olhos [!]. E por falar em olhos, eles devem estar adredemente pintados pra lhe deixar com cara de emo.

Se você se reconhece nos perfis acima, olha para o lado e enxerga a maioria dos amigos agindo da mesma maneira [só mudando a cor do "All star"], acho que está mais do que na hora de se questionar se seu comportamento bovino é seu mesmo ou se você copiou do boi da frente, que está prestes a se jogar no precipício da perda da identidade. Se você mudasse, o que falariam as vacas? Se as vacas mudassem, o que você "mugiria"?


Olhando, por exemplo, a forma como a qual certo grupo escreve na internet, fico a me perguntar de onde vem a lógica de se escrever palavras intercalando maiúsculas e minúsculas - quando não dobram, triplicam, quadruplicam as vogais. Um começa e vêm outros escrevendo igual. Vira um dialeto. Talvez não, seria necessária maior elaboração e uso de raciocínio cabível para ir tão longe. Eu ainda me questiono: "quando - e se - desligam o computador, essas criaturas sentem dificuldade de escrever em português?", acham vocês que elas escrevem normal novamente?


"Seja você, mesmo que seja estranho, bizarro". Não, não seja, pelo amor de Deus! Antes de pensar em ser você, pergunte-se se, de fato, não está sendo os outros tantos que se vestem, falam, comem, fumam, bebem, brigam, xingam, escrevem, estudam [?] iguaiszinhos. Evite virar porcentagem, grupo, estatística; é que eu soube que o diabo divulgou uma nota dizendo ser grande a quantidade de gente no mundo e ele apresentou uma fórmula interessante para cooptar moradores pro inferno: vai puxar todo mundo igual, pegando um só. Já que estão amarrados [não em nome de Jesus] numa corda, irão pro caldeirão uns cem de uma vez só. Claro que eu achei que o capeta aliviou no número, mas a lógica dele é eficaz: pega um, pega geral. Ele afirmou também que aproveitou o mando popular: "vai pro diabo que te carregue" e acrescentou só o termo "no atacado" para implementar o slogan. É que não existe mais "você", agora "tudo" substitui este pronome.


P.s.: O cão até fez um trocadilho. Assinou a nota assim: "(D)emo".

2 comentários:

Marcelo disse...

Ótimo isso... rsrsrs...

Se tem algo que eu nunca preocupei foi com modismos e sempre odiei a idéia de ter que fazer ou usar algo só porque todo mundo tá usando. Acho isto o fim da picada...

E quanto ao dialeto internético... Meu Deus... Me dá vontade de bater na cabeça do besta e dizer: ESCREVE DIREITO!!!!

Beijinhos.

jverdi disse...

Oi

Te convido pra conhecer meu Blog e minhas idéias.
Qdo. tiver um tempinho, dá um pulo lá.

http://www.julio-verdi.blogspot.com/


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Júlio Verdi