quarta-feira, 6 de março de 2013
"EDMORTE"
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
CARTA PARA MINHA TIA
P.s.: Eis o vídeo:
terça-feira, 10 de maio de 2011
AMAR É MAR - É MARÉ
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
RIOS.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
EXPLICANDO
sábado, 2 de outubro de 2010
CONTANDO SEGREDOS
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
AQUELE ABRAÇO!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
O MUNDO É BOLA.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
CONJUGANDO VOCÊ.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
SUSPIRAÇÃO.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
POR VOCÊ
quinta-feira, 15 de julho de 2010
BICHO RUIM!
- Mãe!
- Huum?
- Mãaaaae! Minha mãaaaaêeeee!
- O que é, menina?
- Tem um bicho no meio do meu peito esticando meu coração!
- O que?!
- É mãe... desde ontem eu sinto o bicho grudado aqui, ó!
- Onde, menina?
- Aqui mãe! Grudado, ó! Vê aí se tá sangrando...
- Mas se vê cada uma... tô vendo nada não menina!
- Afff, tu não sabe ver nada, né? Eu tô sentindo o buraco que o bicho tá fazendo desde ontem, tô sentindo um troço molhado no meu olho, quando eu respiro até incomoda e tu diz que num tem bicho nenhum? Eu quero é prova que não tem um bicho aí!
- Ô menina... explica isso direito! Tu tá com um buraco no peito?
- É...
- O olho derramando alguma coisa quente?
- É!
- E quando tu respira incomoda? Sente até meio que doer?
- É sim, mãe! É isso!
- Ah... minha filha, é saudade!
- Eu não disse que tinha um negócio aqui, não disse? buáaa.
sábado, 3 de julho de 2010
SAUD"ARDE".
quarta-feira, 9 de junho de 2010
O QUE FAÇO COM VOCÊ?
Brincando de saudades e inventando um querer bem que não tem, não dá para ligar de noite e te chamar de meu bem. Nem posso encaixar pronomes possessivos ao falar de ti no meio de minha fala. Eu sei que você existe, mas e daí? Nada mudou. Não há brilho a mais na manhã, horas a menos na noite, não rolo na cama, não suspiro quando viajo, nem minha voz embarga de emoção. Não mudo o caminho para te ver, não bate vontade de gastar créditos do celular; ganhei uma coisa e não te conto, para que você quer mesmo saber? Nem vai torcer. Então, o que faço com você?
Você está doente? Melhoras! Não faço chazinho, carinho, denguinho e outros inhos que a doença traz. Vai se mudar de cidade? Escolhe um bairro onde tudo é perto. Não faço cena, não me jogo no chão, nem dói o coração porque não vou te ver. Então, o que faço com você?
Não é que eu te quero mal, não é que eu não te queira, não é isso! É que você existe, eu sei, mas não soma nem subtrai, não multiplica nem divide, como vou contabilizar você em minha vida se a gente faz de conta que conta um com o outro? Você me liga ou eu te procuro e a gente se encontra no escuro, na esquina, nas quebradas e nada do que dizemos se põe num grande vão onde se deposita o futuro – é só ali, de passagem, sorrateiros, bifurcados, historinha que ninguém crê. Então, o que faço com você?
Bote fé, aliás, não bote não porque posso mudar de opinião e você esperar sem necessidade. De mim nada espere além do bem que faço a todos sem especialidade. Seu aniversário é uma data e não um acontecimento, mas deixa comigo que listarei este evento no Orkut e se der eu apareço. Jamais dividiremos uma pizza, nem lençóis, nem uma janela, nem um par de ingressos, nem a alegria de nenhum dos dois: o meu é meu, o seu é seu e o nós não conjuga o verbo ser. Se isso tudo é verdade, se não há dor, não tem saudade, me diga - por caridade - o que eu faço com você?
{Ficção}
quarta-feira, 26 de maio de 2010
SEM QUE ME VEJAM.
sábado, 15 de maio de 2010
L e M
E se você me deixar? Eu vou continuar vivendo, mas um buraco vai ficar junto de mim lembrando que sua falta é um infinito. Se eu te deixasse ir, se eu te perdesse, se de mim você se apartasse pode apostar que eu não morreria, mas viver teria graça, riso, calor e carinho? Se este sentimento imenso de amor se transformasse numa onda de tristeza, eu tenho quase certeza, de que eu todos os dias choraria um mar de saudade. Você sabe que faz diferença em minha vida e se tenho bens, um deles é você; ainda que não tenha a escritura de sua alma em meu nome [e o nome disso é amor], te tenho bem aqui comigo, bem no fundo do peito, muito colado na alma. Jamais te esquecerei, mesmo que você me esqueça.
Se eu te visse partindo sem adeus, sem explicação, com silêncio e ressentimento, acredite que me seria roubada parte da alma, pois onde em mim não há você? Nas lembranças que se vão num passado que nem sabemos ao certo detalhar, nas memórias de instantes únicos vividos entre risos e até lágrimas, nas tardes em museus, lanchonetes, sorveterias, nos “bom-dia” das mensagens de manhã... onde eu estaria sem você?
Sem você não tenho tanta força nem tanta vontade de me superar. Foi através de você que vi um futuro melhor para mim mesma. Nos conselhos valorosos, tantas vezes defini um destino mais robusto, onde a felicidade é certeza, sabe por quê? Você estará nele.
Então, eu só peço, de coração, não me deixa, tá? Porque se isso acontecer, pode apostar: eu é que não vou te deixar.
{Um texto que cai como uma luva para os dois. Luiza e Marcelo}
terça-feira, 14 de julho de 2009
TER CORAGEM

Ter coragem não é sustentar uma inverdade até o fim, mas assumir que estava errado.
Ter coragem não é gritar quando alguém grita com a gente, mas se calar quando o outro não nos pode mesmo ouvir.
Ter coragem não é beber até cair, mas manter-se sóbrio diante de si mesmo.
Ter coragem não é "dizer umas verdades" a alguém, mas não plantar mentiras.
Ter coragem não é "não levar troco", mas dar a face.
Ter coragem não é assumir a culpa, mas considerar-se responsável.
Ter coragem não é dizer que não precisa de ninguém, mas assumir que se sente saudade de um ombro.
Ter coragem não é não dar o braço a torcer, mas saber voltar atrás e dizer "perdoa?".
Ter coragem não é ter muitos namorados[as], mas estar integralmente leal a um[a] só.
Ter coragem não é fazer parecer que está tudo bem, mas ser fiel aos próprios sentimentos.
Ter coragem não é ser o que os outros querem que sejamos, mas respeitarmos as diferenças.
Ter coragem não é criticar trabalhos, mas levantar -às vezes sozinhos - algumas pontes.
Ter coragem não é pular de bungee jump, mas assumir que seu limite vai até ali.
Ter coragem não é amar quem nos ama, mas amar quem nos considera inimigo.
Ter coragem não é emprestar a quem pode nos pagar, mas àquele que nunca vai nos restituir.
Ter coragem não é jamais desistir, mas entender que se tem certos limites e que há momento para tudo, até para vencer.
Ter coragem não é sustentar uma opinião até o fim, mas refletir sempre sobre a possibilidade de se estar errado.
Ter coragem não é andar no escuro, mas no meio de toda a treva acender uma luz.
Coragem se desenvolve, se aprende, se exercita. Ter coragem é estar na vida!
{Sâmia}
terça-feira, 7 de abril de 2009
BOLINHAS DE SABÃO
Vou lhes contar uma história. Havia uma menina que adorava fazer bolas de sabão em dias ensolarados, justamente porque ela pensava o mesmo que eu: as finas paredes coloridinhas eram lindas! Entretanto esta menina quase sempre se punha a chorar quando as bolinhas partiam-se. Crianças... [como eu!] Ela não se conformava com o fato das bolas serem lindas, mas não serem eternas! Elas tinham que durar muito - ela dizia - não é possivel que algo tão belo e tão mágico estoure no meio do nada e suma para sempre!
Tanto é que ela começou a perder a vontade de fazer bolas de sabão. Os dias ensolarados lhe convidando a soprar as bolas, mas ela não se atrevia a fazer a mistura de sabão, porque - claro - no final das contas as bolas todas morreriam, sem ar, sem cor, sem nada! Para que fazer tantas bolas? E ela deixou de fazê-las...
Mas, vou lhes dizer, isso não a deixou em paz, porque ela sempre sonhava com lindas bolas coloridas. Sentia saudades de vê-las, sentia saudade de aumentá-las, alimentá-las com seu sopro. Sentia uma falta danada! Ela começou a perceber que deixar de fazer as bolas porque elas estouravam e lhe deixavam triste a entristecia tanto quanto não mais fazê-las! Começou a pensar nisso e aguardou o próximo dia de sol. Então se muniu de coragem, água e sabão, canudinho na mão e soprou! Uma, duas, três... várias bolas no ar! Ela sorria e sorria, mas as bolas começaram a morrer novamente e ela se entristecia e lhe crescia uma angústia e ela lamentou ter acreditado outra vez! Encostou-se no banquinho da praça e chorou!
Então, um velhinho que passava próximo [histórias assim sempre têm velhinhos sábios], ouviu seu choro e perguntou o que se passava:
- Não posso mais! As bolas que sopro sobem no ar e logo depois estouram!
- E isso não é normal?
- Não deveria ser, porque elas são lindas!
- De fato são. Mas acredito que depois de todo este tempo, minha menina, você não conseguiu ver a maior beleza das bolas de sabão.
- Não??? Como não?!
- Não viu, mas vai ver porque a maior beleza da bola de sabão está na força de quem as sopra! Por mais que elas estourem, por mais que seu colorido desapareça, a beleza está em você que sabe soprar!
Ela não mais chorou e soprou as bolas de sabão para sempre...
{Sâmia}
ABAIXO A PROTEÇÃO!!!
SAUDADE, POXA!
E saudade da infância? É doce e cortante, faz rir e faz chorar... nesta não se pode nem tocar! A gente só toca nesta saudade quando a criança que há em nós não morre, mas andam matando tantas crianças... o mundo anda sem saber como sonhar! Parece que virou pecado ter fé! Coisa estranha que todo mundo ultimamente tem se esquecido que já sorriu e anda falando de dor pra todo canto! Eu prefiro então a dor da saudade de infância, pois ela me lembra que já fui só riso!
Tem hora que a gente se sente um poço de saudade: do ontem, da praia, da cidade que nasceu, da amiga que foi pra Portugal, do amigo de Minas, da amiga do Ceará, do pai e do irmão, da filha ainda bebê [essa saudade não me perdoa, ela se vinga com todo gosto usando o tempo - que passa...], da tia que foi pro mundo dos sentimentos, das amigas de infância, do que eu era, das bonecas, da inocência... "saudade mata a gente, menina!". Mas saudade é conquista, saudade é posse de lembranças; aquilo registrado no cartório da alma que diz que você é dono de um pedaço parado da vida que mexe com outro alguém também! Cutuca o coração e faz doer, mas impulsiona o pé e faz a gente ir buscar, porque saudade [se você olhar bem] é um vício humano de querer de novo. E quando queremos de novo, vamos caminhando os pés para buscar mais chão e encontramos outra coisa, parecida com o objeto de saudade [o primeiro], mas não era bem aquilo, mas aquilo [o segundo] já nos deixa com saudade e vamos indo mais a frente... um ciclo, não?
Alma não atravessada pela ponte da saudade é alma morta! Sem lembranças, não somos: seremos somente. Mas dos projetos que nada constróem faz-se pilhas de papel que se perdem no tempo. Pessoas que não sentem saudade são um lapso de tempo, um hiato da vida, um travessão, um hífen... não escreveram história, não assinaram lista de presença da vida e vão embora para lugar nenhum, pois ninguém dá conta delas.
Eu sinto saudade. Eu tô com saudade, mas não estou triste. Tô feliz por ter ponte pelo mundo em que a outra ponta tá em um monte de gente bacana, a quem chamo de tudo, sobretudo de amigos!